lunes, 20 de diciembre de 2010

LA MARCHA DE LOS MIGRANTES EN FOZ

Marcha pela integração dos povos encerra atividades do grupo de migração e DH

 

Natasha Pitts *
Adital -
Entre as atividades finais promovidas durante a X Cúpula Social do Mercosul, imigrantes e representantes de organizações promoveram na quinta-feira (16) a Marcha pela integração dos povos, que teve como lema "Povos em movimento por uma cidadania regional". Partindo da antiga catedral da cidade de Foz do Iguaçu os participantes seguiram até bem próximo à ponte da Amizade, local representativo, sobretudo para paraguaios e brasileiros, em virtude de ser uma zona de fronteira.
 
De acordo com Tatiana Chang, advogada da Casa de Apoio ao Migrante (Cami), a marcha buscou resgatar todas as demandas fundamentais dos imigrantes, como acesso à educação, saúde, trabalho decente, entre outros. Além disso, foi uma forma de lembrar uma importante data que se aproxima: 18 de dezembro, Dia do Migrante.


Com essa perspectiva de manifestação pacífica em favor de direitos, mais de 50 bolivianos, brasileiros, chilenos, colombianos, uruguaios, argentinos, coreanos e peruanos migrantes ou apenas apoiadores da causa saíram às ruas de Foz do Iguaçu para mostrar sua força.

"Pela primeira vez estamos tendo a oportunidade de participar de uma Cúpula do Mercosul e mostrar ao mundo o que os imigrantes sofrem quando chegam em um lugar desconhecido. Estamos alimentando a esperança de que as propostas criadas nessa Cúpula Social possam ser tornar concretas e caso não se tornem continuaremos falando, marchando e nos manifestando", expressou Marcos Hermínio Canaviri, boliviano residente no Brasil e representante das oficinas de costura em São Paulo.

Canaviri também relembrou que as manifestações promovidas pelos migrantes estão, aos poucos, surtindo efeitos positivos, visto que, neste ano, pela primeira vez, bolivianos e bolivianas residentes fora do país tiveram garantido o direito devotar nas eleições presidenciais e escolher um chefe de Estado para seu país de origem.
"A luta agora é para que nós, migrantes, possamos votar pelo menos nas eleições municipais das cidades onde estamos morando. Nós trabalhamos, geramos renda para o país, também temos direitos. Nós queremos minimamente os direitos concedidos aos brasileiros", completou.

Balanço positivo

Ao final de três dias de evento, os participantes do grupo de migração e direitos humanos avaliaram de forma positiva as discussões, propostas e a oportunidade concedida aos atores sociais e movimentos durante a Cúpula Social do Mercosul.

"Saímos satisfeitos e com uma sensação de missão cumprida. A participação dos imigrantes e das organizações nessa Cúpula foi um passo importante para que os países do Mercosul combatam os baixos salários pagos aos imigrantes, o tráfico de pessoas, os trabalhos semelhantes à escravidão e a discriminação na educação e na saúde. Em encontros como esse há a possibilidade de nos articularmos junto aos nossos representantes para que possamos também pensar formas de desenvolver nossos países de origem", avaliou Marco Antônio Tinco, presidente da organização de bolivianos no Brasil.

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